Sempre que mijo num mictório e tusso com o sotaque de man batido que me caracteriza o som produzido é igualzinho aos das campainhas que anunciam a chegada dos comboios que ouço nas traseiras da minha casa. Conclusão: a refer tem assalariados alimentados a cerveja que não fazem outra coisa se não (Mana!) mijarem para um urinol amplificado com os horários colados em frente do nariz o que explica o seu deficit crónico e a falência da ADSE.
O meu pai tem tantos defeitos que ainda descubro que é sócio do cds-pp. No melhor dos casos encontro provas de ter sido adoptado.
A próxima vez que ouvir um jornalista chamar ao Rui Tinhoso "o pai do rock português" palavra de honra que lhe invado a redacção munido de um lança-chamas atómico.
Uma arroba de coisas pode contribuir para o anormal funcionamento desta instituição: desfiles de moda sem transparências, a magna questão das galinhas poedeiras, a não existência de fotos decentes da Maria Sharapova em pelo... Mas nada afecta mais o desempenho deste organismo do que ver o Federer a levar porrada, de novo, do Nadal. Cepo do caralho!
Os filmes de acção daqueles com porrada de criar bicho a cada minuto dão-me sono. Pelo contrário, um plano fixo do Tarkovsky de um velho a plantar uma árvore na estepe siberiana com uma duração de, digamos, 17 minutos incute em mim uma atenção apenas comparável à de um mocho que não comeu uma única rata no último mês.
Pois bem, graças aos esforços dos técnicos da tv cabo tresantontem tive oportunidade de assistir ao cavaleiro dos trevos, película que apresentando o desequilíbrio narrativo de um discurso do Moita Flores e, ainda por cima, com assalariados daquele calibre e uma actriz com a facies de uma bacorinha tinha tudo para ser uma bosta pegada. Não é! Tudo graças ao Heath Ledger que mesmo com aquela tonelada de maquilhagem nas ventas consegue ser mais expressivo do que um híbrido entre o Jim Carey e o Luís Miguel Cintra.
Não encontrei nenhuma imagem suficientemente ofensiva para isto. De forma que lhe desejo um progressivo inchaço da próstata que o impeça de mijar para o resto da curta vida acompanhado da amantização da mulher com a Maria José Morgado e a Betty Grafstein.
Não percebo a surpresa vindo de uma criatura (colocar aqui um enfático asco Vasco pouco Pulido Valentiano) pseudo-filmo-crítica que afirmou que o seu filme preferido era "Os salteadores da Arca Perdida". I rest my case...por agora.